É só a mim que a palavra “raiz” aterroriza mais do que sonhar com aquela tia avó que sempre diz que você precisa se casar descobrindo que você gosta de umas coisas pouco convencionais?
Sério, gente... Eu tenho MUITO medo.
Raízes, estabilidade, segurança, rotina... URGH!
Veja bem, não é que eu não queira estar muito bem financeiramente e poder sair por aí comprando tudo e mais um pouco como se não houvesse amanhã (porque ESSA é a minha ideia de estabilidade financeira). O problema é o que eu vou ter que fazer para conseguir essa tal estabilidade.
Eu sou funcionária pública. Tenho um cargo vitalício. Não tenho que me preocupar com o futuro, certo?
Estaria certo se eu tivesse passado dos trinta já. Se já tivesse um marido e um casal de filhos bonitinhos, todos morando juntos e em harmonia numa casa suburbana.
Estaria certo se eu não tivesse beirando os 22 e cheia de vontade de viver uma vida que eu ainda não conheço pessoalmente.
Minha mãe diz que era necessário que eu estivesse muito feliz. Extremamente feliz. Esbanjando felicidade por todos os poros.
Mas a questão é que não, eu não estou.
Na minha opinião, pior que o conformismo, só a ignorância. E geralmente, você pede os dois em um combo que acompanha uma coca média e muito gelo.
Não, porra. Eu não quero não me preocupar com o futuro.
Eu não quero ir trabalhar por ir trabalhar. Eu não nasci pra viver feliz e contente numa casa suburbana, com um casal de filhos bonitinhos.
Ou talvez tenha nascido... Mas eu não descobri isso ainda.
E é isso que eu quero: descobrir. Porque até hoje, eu só sei das coisas que me contaram. Das coisas que eu li. O que eu aprendi sozinha, é muito, extremamente pouco.
Eu me sinto meio ingrata falando assim. Eu sei que tem muita gente que queria o que eu tenho. Mas a questão é que EU não quero.
Essa não é a minha vida. Esses não são os meus amores. Esse não é o meu emprego.
É tão pecado assim, querer viver?
Hey, ya ;)
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